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ENTRE MITO E LENDA

Para todas as pessoas habituadas ao ritual matinal do pequeno-almoço (cafè da manhã) e à tradição da chávena de café espresso, torna-se dificíl pensar nas origens remotas do café, e nas muitas histórias em que o café foi protagonista ao longo dos séculos.

Se, a partir de 1300 se começam a encontrar testemunhos concretos da lenta, mas progressiva, presença do café nos diferentes países Islâmicos, favorito dos rigorosos princípios religiosos do Corão, contrários ao uso de bebidas alcoólicas, torna-se pelo contrário difícil interpretar antigas lendas que falam das suas propriedades tonificantes e excitantes.

Era talvez café essa bebida quentíssima que, por meio do Arcanjo Gabriel, Allah mandou a Maomé, atingido subitamente pela doença do sono e que o fez recuperar as forças e a saúde, permitindo-lhe, como narra a lenda, “enfrentar quarenta cavaleiros e satisfazer outras tantas mulheres”? E o que era aquela bebida escura, capaz de fazer passar o sono, muito útil para as noites de oração, que os monges do Mosteiro de Chehodet, no Yemen, extraíam da torra de sementes contidas em bagos vermelhos de um misterioso arbusto que crescia espontaneamente na zona?

Lendas à parte, o café nasce na Etiópia na região de Kaffa, que origina também o seu nome, embora alguns digam que o café deriva do turco “kavhè”, que por sua vez derivou do árabe “qahwa” que significa “excitante, vigoroso”.

Em 1500 alguns viajantes e exploradores europeus descobriram o uso do café na Turquia, país onde nasciam as primeiras cafetarias, chamadas também “escolas das pessoas cultas” ou “escolas do saber”, pois eram lugares dedicados a actividades intelectuais, após a chegada dos comerciantes árabes, que já nessa época tinham começado e introduzir a matéria prima no ocidente.  

A rápida difusão na Europa começou no século seguinte.

Data, de facto, de 1645 a abertura da primeira “loja do café” em Veneza, na praça São Marco, debaixo das Arcate do Procuratìe, sendo que inicialmente a bebida foi conhecida dos venezianos como medicinal.  

Surge em 1683 o primeiro “café Viennense”. A lenda narra que os turcos, obrigados a abandonar a cidade invadida, terão deixado vários sacos de café.

Em consequência da grande procura e dos altos impostos e despesas de transporte que faziam aumentar imenso o preço do café, começou a ser plantado noutras partes do mundo.

Foi assim que os holandeses o plantaram em Giava, os Franceses na Martinica e nas Antilhas, os Ingleses, Espanhóis e Portugueses em Africa, Ásia e América.

Conta-se também que chegou à Índia graças a Baba Budan, um peregrino em visita a Meca, que roubou 7 sementes de café que levou para casa, escondendo-as na sua roupa.